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Artigo publicado no TwitterPortugal a 20.10.2009

Há vídeos que pela sua simplicidade se tornam virais e originam edições e recriações. Os chamados “vídeo meme” são populares nos EUA e foram analisados pelo Etnógrafo Digital, Mike Wesch e na apresentação “An anthropological introduction of YouTube” (ver minuto 2:00 e 13:25). Uma parte das películas mais conhecidas pode ser consultada no site You Shoud Have Seen This, bem como as suas reacções.

Em Portugal, o fenómeno da resposta a vídeos virais é pouco comum. Mas registam-se excepções à regra. “Eu na praia”, um relato de meio minuto ao sol de Matosinhos tem seis réplicas, uma delas do Gato Fedorento.

O original

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Artigo publicado no TwitterPortugal a 13.10.2009

Pese embora o calor tórrido, estamos perto do Natal. Quem fala na época festiva do menino Jesus, fala da renovação de votos do consumo pelas cadeias de hiper e supermercados.

Em Outubro, Lidl, Jumbo, Modelo, Mini Preço e Pingo Doce investiram em campanhas de publicidade cativando a atenção de consumidores. A distinção entre marcas faz-se com marketing que visa potencializar o “branding”, a afectividade dos colaboradores, alguns produtos e preços.

Este ano a publicidade é um factor de diferenciação, pela negativa. Blogues e redes sociais são o palco da acção e a marca é o Pingo Doce.

O anúncio realizado pela Duda Portugal, passa nas televisões portuguesas desde quarta-feira, 7 de Outubro. No dia de hoje, a consideração do nome “Pingo Doce” em blogues não remete para o preço ou qualidade dos serviços, mas para incoerências na película e imagem de marca. Hora a hora, são adicionadas novas opiniões em blogues (ver em Sapo e Google). Mais, a notícia passa agora a para imprensa da especialidade.

pingodocefacebook

Tudo começou quando Ângelo Marques, insatisfeito com a mudança de posicionamento da marca e com a publicidade de TV, criou no Facebook o grupo Gente que não grama o anúncio do Pingo Doce do Duda. Como afirmou ao Meios e Publicidade, “pouco mais fiz do que partilhar a minha opinião e este grupo com os meus contactos do Facebook e ir adicionando algumas opiniões que fui encontrando pela internet. Aparentemente os meus contactos tiveram a mesma iniciativa”.

O grupo reúne já dois mil participantes, e paralelamente foram nascendo outras iniciativas: uma tshirt, o questionário Que cliché do Pingo Doce és tu?, uma carta aberta, etc. O burburinho também se faz ver no Twitter, extensão de comentários dos blogues.

pingodocetwitter

Do lado da marca do Grupo Jerónimo Martins não há reacções. O tempo de resposta é fundamental numa crise. Veja-se o caso da Domino’s Pizza nos EUA. Em Portugal, por exemplo, as ondas levantadas por Nuno Markl quando à Media Markt obtiveram resposta rápida e contribuíram a descontinuação de um anúncio. Assim se amenizou um caso que poderia tomar outras dimensões.

Cada vez mais, a opinião pública faz-se na rede digital e as marcas têm de criar sistemas de auscultação permanente do que se diz sobre a sua bandeira. Sem fim à vista, o anúncio do Pingo Doce, será um caso de estudo no futuro. No site institucional, do Grupo Jerónimo Martins não tem nada a relatar sobre o acontecimento, e no espaço dos supermercados o último comunicado de imprensa remete para uma polémica em Julho com a Greenpeace.

Pode o gabinete de comunicação do Grupo Jerónimo Martins, ignorar por muito mais tempo as críticas negativas que se fazem à marca? O anúncio Pingo Doce tem condições para continuar a ser emitido?

Artigo editado no TwitterPortugal, a 08.10.2009.

Actualmente, a qualidade das séries americanas é seguida por um público heterogéneo e global. Atendendo à vocação internacional dos produtos multimédia, e à estreita relação dos consumidores com a internet, o marketing das estações de TV tem cada vez mais e melhores experiências nas redes sociais. São os casos de Mad Men e FlashForward no Facebook.

Mad Men contextualiza a sociedade americana dos inícios dos anos 60 utilizando o universo do marketing e publicidade. A série tem boas audiências e tem sido premiada.

madmen

No Facebook, a promoção faz-se numa fan page que tem mais de 180 mil utilizadores. Episódio a episódio cresce o envolvimento dos espectadores na wall, onde discutem o rumo e a qualidade da série. Cerca de 30 vídeos e 17 álbuns de fotos estão em partilha. Em resposta aos materiais oficiais, os fãs já enviaram perto de 2000 fotos personalizadas, o que demonstra o seu grau de envolvimento.

Para além do Facebook, a AMC – responsável pelo programa – criou duas aplicações que têm feito sucesso online. “Mad Men Yourself”, transforma uma fotografia em imagem de personagem da série. “Which Mad Man Are You?”, é um questionário que identifica, quem aceita responder, com determinada personagem. A promoção no Facebook é um complemento a outras acções criadas no Twitter, iPhone e site oficial.

FlashForward estreou a 24 de Setembro nos EUA na ABC. Passou a ser televisionada no canal AXN já a 7 de Outubro em Portugal. A série que pretende continuar o legado sci-fi de Lost, foca-se num evento apocalíptico que decorrerá seis meses após a acção presente. Desmaios de 2 minutos e 17 segundos são sentidos por toda a população mundial, durante os quais são reveladas premonições do contexto dramático futuro.

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A ABC promove a série através da FlashForward Experience, uma aplicação possível graças ao Facebook Connect que está assente numa fan page e num site próprio. Esta “experiência” recolhe fotos dos amigos do utilizador e edita-as numa curto filme sobre o seu futuro. Assim, emvolve o espectador no contexto da série.

Hoje em dia, para promover uma marca já não basta ter um canal no Twitter, Facebook ou mesmo no Hi5 a “debitar” informação. É necessário implementar acções criativas e únicas que tornem o utilizador numa parte integrante do produto pelo qual nutre afectividade.

Artigo editado no TwitterPortugal, a 02.10.2009.

O novo “brinquedo” da Google está a ser esmiuçado e escrutinado por cerca de 100 mil pioneiros. Beta testers, se preferir.

Entre abundante informação publicada sobre o Google Wave, ainda é rara a que fala na primeira pessoa. Dos relatos de quem já as testou depreende-se que:

- Não é uma ferramenta de Social Media;
- Twitter, Facebook e outras redes não serão beliscadas;
- É uma ferramenta colaborativa capaz de facilitar a vida a PMEs e complicar a da Microsoft;
- Pouco intuitiva. É necessária uma boa dose de paciência para compreender as suas funcionalidades;
- Mais do que o novo email, é o novo Instant Messenger e Fórum;
- Ideal para realizar tarefas multimédia entre grupos de pessoas;
- Está à frente do seu tempo mas dificilmente será popular; Read the rest of this entry »

Artigo editado na AutoHoje nº1038 , a 01.10.2009. PDF do original aqui.

Com um “refresh” de estrutura e ideias, a “nova” General Motors (GM) arrancou a 10 de Julho. Menos 20 mil colaboradores, 14 fábricas e com a redução de 6000 para 4100 postos de venda, abriu caminho a uma estratégia assente no fabrico de automóveis mais eficientes e na rentabilização na venda.

A GM vai aumentar o investimento global de marketing com vista a refrescar a imagem, está a testar carros eléctricos (Chevrolet Volt e Opel Ampera) e equaciona produzir um modelo “baixo custo” para o mercado asiático.

Recentemente a marca lançou a campanha viral “What is 230?” que segue a tendência generalizada de aposta no marketing digital. Utilizando um blog e perfis nas redes sociais Facebook, Twitter e Flickr, a par de anúncios nos meios tradicionais, a iniciativa visou promover o Chevrolet Volt, carro eléctrico que deverá estar à venda em 2010.

Porém, a estratégia mais curiosa é a venda de automóveis no eBay, o site de leilões mais conhecido da Internet. A GM inova com uma plataforma online de venda e esclarecimento de clientes aproveitando a redução de 1900 postos de venda.

A fase experimental do canal eBay decorreu de 11 de Agosto a 8 de Setembro. Envolveu 225 dos 250 revendedores do estado da Califórnia e permitiu a venda, por preço fixo ou leilão, de 20 mil automóveis Buick, Chevrolet, GMC e Pontiac dos anos de 2008, 2009 e 2010. O portal gm.ebay.com também visou facilitar o esclarecimento de dúvidas e fazer simulação de crédito. Efectuada a transacção o comprador teve sempre de se deslocar ao concessionário GM.

Para a GM, a abertura de uma plataforma de vendas no eBay é um passo para a frente ou para o lado? É a chegada a um site que conta com 12,1 milhões de utilizadores únicos por mês e na qual já foram transaccionadas três milhões de viaturas usadas. Por outro lado, abre novas possibilidades ao cliente que prefere estudar o produto na Internet, esclarecer dúvidas com o especialista por email e evitar estar na presença do “vendedor compulsivo de stand”.

O sucesso ou insucesso desta iniciativa será conhecido em durante o mês de Setembro, data em que a GM escolherá descontinuá-la ou alargá-la a outros Estados. Certo parece ser que, face ao fecho de “stands” e maior “digitalização” da vida do consumidor, as marcas vão aumentar experiências na Internet até escolherem o modelo de venda mais eficiente, tal como aconteceu no mercado da edição musical.

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