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O número 300 marca os últimos desenvolvimentos noticiosos da Web.
A “actuação” de Kanye West nos prémios MTV originou quase 300 mil menções no Twitter, segundo análise do Mashable.

Num post do blog do Facebook, Marc Zucherberg afirmou que esta rede social já tem mais de 300 milhões de utilizadores e que finalmente é um negócio rentável.
[este artigo foi originalmente publicado no blog Twitter Portugal a 30.07.2009]

Entrevistado pelo O Globo no passado domingo, o nobel da literatura José Saramago opinou sobre o Twitter como realidade da comunicação actual. Afirmou:
“Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.“
Parafraseando Ricardo Araújo Pereira num brilhante sketch, “concordo com a primeira parte, discordo da segunda parte. Tenho dúvidas em relação a três vírgulas e sou contra o ponto de final”.
Falando mais a sério, não é expectável que José Saramago, que teve uma relação de décadas com a máquina de escrever enquanto jornalista e romancista, se converta a meios de comunicação em rede. O seu desenvolvimento enquanto ser social, não é o mesmo da geração “móvel” que cresceu com generalização do computador e telemóvel. A informação disponibilizada em rádio, TV, extensos jornais e livros não acompanha a necessidade do consumidor actual, mas é o cenário satisfatório para quem viveu boa parte da vida nesse contexto.
Nos “tempos modernos”, não é só modelo de leitor que se altera, é o próprio agente da notícia. Por exemplo, na terça-feira Lance Armstrong utilizou o Twitter para responder a “provocações” de Alberto Contador, ambos da equipa de ciclismo Astana. A notícia nasce cada vez mais na Internet e em linhas sucintas.
O tráfego de dados aumentou dez vezes nos últimos dois anos. Frente ao computador, os jovens passam tanto ou mais tempo, como a anterior geração frente à TV, e as ascendentes em redor da rádio e a esfolhear um livro. Alguns “velhos lobos” da informação percebem isto e, mesmo não acreditando 100% no meio, não deixam de marcar presença. Veja-se Larry King, que todos os dias tem algo a dizer (de trabalho) aos mais de 850 mil seguidores. Outros senhores espectáculo, como David Letterman, não entendem – ou fazem que não querem entender - o poder de influência que a informação concisa pode ter.
Na elegia a Walter Cronkite que escreveu no passado sábado no Público, Eduardo Cintra Torres referiu que o jornalista americano trabalhava o texto das notícias de forma a terem não 15, mas 10 segundos. O objectivo era poder incluir mais informação no formato telejornal a que dava voz. Como vemos, o tema “concisão” não é novo e foi preocupação de um dos mais elogiados profissionais da informação.
Se caminhamos para o grunhido não sei, mas parece-me claro que a concisão, o dizer mais com menos caracteres são exigências do nosso tempo. Hoje temos mais informação disponível e cabe a um torná-la conhecimento.
(Crédito da foto de Saramago: Wikimedia Commons)
Decorre até amanhã, 17 de Julho, o Guilhotina Nokia, um desafio em ambiente em redes sociais desenhado pela marca finlandesa.

A secundar a publicidade que o Nokia N97 tem feito em vários sites, nasceu um passatempo no Twitter, Facebook e Hi5, possivelmente as três redes sociais com mais aceitação em Portugal. Solicita aos intervenientes a troca de fotografia de perfil para a de um aparelho N97. Após a operação, é necessário enviar uma mensagem para Guilhotina Nokia.
Serão entregues smartphones Nokia N97 – que no mercado custam 699 euros – aos três perfis mais criativos e originais. Quem “difundir” o passatempo por mais amigos também será premiado.
Marcas conceituadas têm aproximado-se do público na internet com este tipo de desafios. São disso (bons) exemplos, os Aqui Há Selo (CTT), Ícones (Ford), Quentes & Boas (Páginas Amarelas).
Hoje, no blog do TwitterPortugal, Virginia Coutinho escreve um post sobre este tema que tem dado que “comentar”. Entre outras afirmações lógicas é extrapolado um exemplo de como não estar na social web, o @optimusmusica (mais informações ler aqui).
A história é feita dos bons exemplos, mas é com os maus que se aprende. A Optimus falhou ao não conhecer a falibilidade do Twitter (há mensagens que não ficam memorizadas). Neste, como noutros contextos da comunicação, exige-se criatividade, conhecimento e responsabilidade.
[este artigo foi originalmente publicado no blog Twitter Portugal a 18.06.2009]
E se de repente uma porção dos avatares do Twitter ficassem tangidos de verde? Isso não era impulse, mas um sinal de solidariedade com quem protesta nas ruas do Irão. Verde não de ecologia, clubite crónica, hulkmania mas por ser a cor de campanha de Mir-Hossein Mousavi, candidato derrotado nas eleições parlamentares.
Quando começou?
Reza a lenda que tudo começou na segunda-feira, 15 de Junho, sob a hashtag #green4iran e pelos tweets de @Uncucumbered. O protesto continua a estar estampado na imagem de milhares de utilizadores do Twitter.

Como aderir?
Para “esverdear” o seu avatar pode utilizar o seguinte processo:
1. Vá a picnik.com
2. Faça o upload da sua imagem de avatar
3. Clique em ‘create’
4. Clique em ‘effects’
5. Selecione ‘night vision’
6. Grave e coloque no seu perfil de Twitter
As cores estão associadas a conhecidos protestos sociais e políticos. Em 2004 a Ucrânia teve a sua revolução laranja. Portugal vestiu de branco há 10 anos por Timor Leste.
Que sorte dará o verde aos iranianos que saem às ruas?
“The reports of my death are greatly exaggerated”. A citação pertence a Mark Twain e representa bem o burburinho que se gerou esta tarde em redor da suposta morte do actor Patrick Swayze.Pelas 16h30 o perfil de Twitter @BreakingNews informava que, segundo a estação de rádio KissFM da Florida, Patrick Swayze tinha falecido.
Em menos de meia hora nome Patrick Swayze era um dos cinco mais comentados nos Trending Topics do Twitter. Por outro lado, a entrada actor de “Dirty Dancing” na wikipedia dava-o como morto “segundo notíciado pela CNN”.
Meia hora depois @PeopleMag informa que entrou em contacto com a relações públicas de Patrick Swayze e adianta que este se encontra vivo.
Entretanto o assunto continua a dar que falar entre os utilizadores estando as palavras KissFM e BNO News @BreakingNews) entre os Trending Topics desta hora.
Há quanto tempo não é conhecida uma choruda compra de uma plataforma Web 2.0? A crise económica está a condicionar, e a equacionar, o negócio online. Por outro lado, grandes investimentos efectuados há uma década estão a ser analisados.

A Yahoo vai fechar a GeoCities, plataforma de criação de sites comprada por 3 mil milhões de dólares há 10 anos. A medida é justificada na optimização de custos que a empresa está a realizar.
O sucesso do Joost, canal de TV online criado pelos empreendedores do Kazaa e Skype, não foi o que se esperava. Perante os concorrentes do YouTube e Hulu (NBC e News Corp), falou-se nas últimas semanas que pode criar uma parceria com a Time Warner Cable de forma a viabilizar-se como projecto.
O próprio YouTube vive tempos conturbados. Uma análise financeira da Credit Suisse afirma que o portal mais popular de vídeos pode vir a registar um deficit de 470 milhões de dólares até ao fim do ano. A insuficiente rede de publicidade e custos de infra-estrutura de banda larga motivam apenas um sucesso virtual.
O Skype não se consegue implantar como modelo de negócio na eBay, empresa que o adquiriu por 2,6 mil milhões de dólares há quatro anos. O portal de leilões anunciou em Abril que vai promover um IPO (initial public ofering) á plataforma Skype em 2010. O chamado “spin off” permitirá o desenvolvimento separado de identidades e negócios de ambas as soluções Web. Foi noticiado que os anteriores responsáveis pelo Skype estariam interessados o comprar.
Há quem vaticine, há alguns meses, um cenário igual ao de 1999: a implosão da bolha da Internet em Wall Street. A Web 2.0 sobreviverá à crise financeira que atravessamos?
[este artigo foi escrito para o blog do TwitterPortugal e publicado a 28.04.2009]
Chegou uma nova estirpe do vírus da gripe. Com ela, gerou-se um fenómeno social planetário que, primeiramente, evoluiu em redes sociais como o Twitter, horas depois nos blogues e agora é analisado pelos média tradicionais.

Foto: jurvetson via Flickr
Adam Ostrow conferia ontem no Mashable que a cada hora eram escritos 10.000 tweets sobre a “gripe suína”. Ao longo de segunda-feira, nas quase 5.900 contas acompanhadas pelo Twitterportugal registou-se uma média de 575 tweets sobre o tema.
Alguns analistas levantam as seguintes questões em meios de comunicação social:
1. As redes sociais não estão promover a desinformação?
2. As autoridades não deviam ter um papel mais activo em plataformas como o Twitter?
3. Que credibilidade têm os comentários lançados por “anónimos” nas redes sociais?
4. O papel de gestão de informação dos jornalistas está a perder “mediatismo”?
Brennon Slattery da PC World e Evgeny Morozov da ForeignPolicy assinam as principais críticas à “socialização da má informação”. O primeiro refere: “this is a good example of why [Twitter is] headed in that wrong direction, because it’s just propagating fear amongst people as opposed to seeking actual solutions or key information”. Já Evgeny Morozov é contundente quanto à que deveria a acção das autoridades: “In moments like this, one is tempted to lament the death of broadcasting, for it seems that the information from expert sources — government, doctors, and the like – should probably be prioritized over everything else and have a higher chance of being seen that the information from the rest of one’s Twitter-feed, full of speculation, misinformation, and gossip”.
A “gripe suína” sucede a outras “pandemias” globais: gripe aviária, vírus do Nilo, crise dos nitrofuranos, encefalopatia espongiforme bovina, etc. Â natureza da comunicação social em hiperbolizar a má noticia, junta-se o nosso ADN cultural que valoriza cenários apocalípticos. É o caso do filme recente Sinais do Futuro, onde a humanidade enfrenta a extinção.
Com a massificação das plataformas conhecidas como redes sociais, a informação é divulgada de forma célere, por mais pessoas e a gestão não pode ser assumida pelas autoridades, empresas e meios de comunicação de forma leve e descomprometida. Os tempos são outros. O ritmo activo de há dois anos é o ritmo passivo nos nossos dias.
Há exemplos de boas práticas na divulgação de notícias filtradas na Web 2.0:
1. O Centers for Disease Control and Prevention, instituição estatal americana, divulga informação sobre a “gripe suína” através do perfil @CDCemergency
2. A HealthMap transmite informações através da e uma conta @healthmap
3. No Google Maps foi criado um registo das vitimas do vírus.





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