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Artigo publicado no Diário2 a 11.11.2009

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No Facebook, “os que não querem pagar €1.50 a cada transacção Multibanco!” tem perto de 48 mil pessoas associadas e a adesão cresce a bom ritmo. Os participantes dão o seu contributo na Wall e não só. As áreas de fotos e discussão não são meros adereços e estão activas.

A criadora do grupo, Guida de Palma, referiu ao Diário2 tê-lo “lançado há um ano e meio e não voltei à carga… o grupo foi crescendo naturalmente“.

Quanto à possível comissão bancária, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos já veio pôr água na fervura. Na passada Quinta-Feira, durante o debate do Programa do Governo, garantiu que o governo irá “prosseguir com a política de não cobrar taxas nos multibancos”.

Água mole em pedra dura

A aplicação de um valor extra em levantamentos, corre na sociedade portuguesa desde a década passada. Pedro Pita Barros realizava, em 1994, o artigo “Economia da Taxa Multibanco” no qual avaliava uma das primeiras tentativas de imposição de serviço no cartão de débito.

Mais recentemente, em 2007, o debate sobre a possível autorização de uma taxa fez-se também na internet e resultou em petições como esta. Continua activa e é bandeira de uma nova forma de recusa: um grupo de discussão numa rede social.

A rede social Facebook parece assumir-se como centro de protesto perante temas polémicos. Não surpreende que uma das mais recentes seja esta (nova) tentativa de se aplicarem taxas adicionais em transacções de multibanco.

Num país em que a sociedade civil raramente se faz ouvir na afirmação de posições perante problemas, será o Facebook um antro de gritos mudos?

Artigo publicado no Diário2 a 2.11.2009

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Chega hoje às lojas “Between Waves”, o quarto álbum de David Fonseca. A fase de promoção que a precedeu, não descurou o poder de influência do digital e redes sociais.
David Fonseca não é neófito nas lides da internet. Antes da sua presença assídua no Twitter, Facebook, MySpace, Hi5 e Youtube, as suas acções como vídeo blogger chamaram à atenção.

Actualmente, um músico tem de ser multifacetado e a partilha de um pouco da sua vida em canais de texto, imagem e vídeo é uma aposta ganha. Basta ver os milhares de seguidores que David Fonseca tem em comunidades digitais: Facebook (5 mil), Twitter (10 mil) e MySpace (34 mil).

A promoção de “Between Waves” iniciou-se a 27 de Julho, com o lançamento de “A Cry 4 Love” no site do autor. Mais recentemente, foram disponibilizados quatro originais na sua conta MySpace. Com a menor influência do formato single e da rádio, David Fonseca sabe aliar novas e velhas correntes de divulgação.
davidfonseca3 Recentemente lançou o “Amazing Cats Club”, um misto de clube de fãs e rede social que proporciona conteúdos exclusivos, como temas, concertos, merchandise aos inscritos. Segundo afirmou, baseia-se na experiência que tem como frequentador de semelhante “grupo de amigos” dos americanos R.E.M.

Fora do reduto interno “Amazing Cats Club”, David Fonseca continua a relatar a sua vida artística em tempo real. Um dos momentos mais relevantes da promoção a “Between Waves” decorreu na segunda-feira, 26 de Outubro. Durante a tarde desse dia, proporcionou uma série de mini-concertos na zona de Lisboa. Príncipe Real, túnel de Belém, Rocha Conde de Óbidos e Terreiro do Paço receberam actuações do autor que, nas deslocações, lançava passatempos originais aos seguidores de Twitter e Facebook que estavam nas imediações. A acção, acompanhada pela Antena 3, promovia também “Streets of Lisbon”, DVD que faz parte de uma das versões comerciais do CD.
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David Fonseca
David Fonseca será dos músicos profissionais portugueses mais conscientes das vantagens de uma comunicação em multi-plataforma. As redes digitais dão-no a conhecer e fazem com que se falem na sua música e carreira. Mais que tudo, sabe aliar a criatividade ao meio, porque ferramentas como redes sociais são só o veículo. O valor nasce da forma como se comunica.

Artigo publicado no TwitterPortugal a 13.10.2009

Pese embora o calor tórrido, estamos perto do Natal. Quem fala na época festiva do menino Jesus, fala da renovação de votos do consumo pelas cadeias de hiper e supermercados.

Em Outubro, Lidl, Jumbo, Modelo, Mini Preço e Pingo Doce investiram em campanhas de publicidade cativando a atenção de consumidores. A distinção entre marcas faz-se com marketing que visa potencializar o “branding”, a afectividade dos colaboradores, alguns produtos e preços.

Este ano a publicidade é um factor de diferenciação, pela negativa. Blogues e redes sociais são o palco da acção e a marca é o Pingo Doce.

O anúncio realizado pela Duda Portugal, passa nas televisões portuguesas desde quarta-feira, 7 de Outubro. No dia de hoje, a consideração do nome “Pingo Doce” em blogues não remete para o preço ou qualidade dos serviços, mas para incoerências na película e imagem de marca. Hora a hora, são adicionadas novas opiniões em blogues (ver em Sapo e Google). Mais, a notícia passa agora a para imprensa da especialidade.

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Tudo começou quando Ângelo Marques, insatisfeito com a mudança de posicionamento da marca e com a publicidade de TV, criou no Facebook o grupo Gente que não grama o anúncio do Pingo Doce do Duda. Como afirmou ao Meios e Publicidade, “pouco mais fiz do que partilhar a minha opinião e este grupo com os meus contactos do Facebook e ir adicionando algumas opiniões que fui encontrando pela internet. Aparentemente os meus contactos tiveram a mesma iniciativa”.

O grupo reúne já dois mil participantes, e paralelamente foram nascendo outras iniciativas: uma tshirt, o questionário Que cliché do Pingo Doce és tu?, uma carta aberta, etc. O burburinho também se faz ver no Twitter, extensão de comentários dos blogues.

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Do lado da marca do Grupo Jerónimo Martins não há reacções. O tempo de resposta é fundamental numa crise. Veja-se o caso da Domino’s Pizza nos EUA. Em Portugal, por exemplo, as ondas levantadas por Nuno Markl quando à Media Markt obtiveram resposta rápida e contribuíram a descontinuação de um anúncio. Assim se amenizou um caso que poderia tomar outras dimensões.

Cada vez mais, a opinião pública faz-se na rede digital e as marcas têm de criar sistemas de auscultação permanente do que se diz sobre a sua bandeira. Sem fim à vista, o anúncio do Pingo Doce, será um caso de estudo no futuro. No site institucional, do Grupo Jerónimo Martins não tem nada a relatar sobre o acontecimento, e no espaço dos supermercados o último comunicado de imprensa remete para uma polémica em Julho com a Greenpeace.

Pode o gabinete de comunicação do Grupo Jerónimo Martins, ignorar por muito mais tempo as críticas negativas que se fazem à marca? O anúncio Pingo Doce tem condições para continuar a ser emitido?

Artigo editado no TwitterPortugal, a 08.10.2009.

Actualmente, a qualidade das séries americanas é seguida por um público heterogéneo e global. Atendendo à vocação internacional dos produtos multimédia, e à estreita relação dos consumidores com a internet, o marketing das estações de TV tem cada vez mais e melhores experiências nas redes sociais. São os casos de Mad Men e FlashForward no Facebook.

Mad Men contextualiza a sociedade americana dos inícios dos anos 60 utilizando o universo do marketing e publicidade. A série tem boas audiências e tem sido premiada.

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No Facebook, a promoção faz-se numa fan page que tem mais de 180 mil utilizadores. Episódio a episódio cresce o envolvimento dos espectadores na wall, onde discutem o rumo e a qualidade da série. Cerca de 30 vídeos e 17 álbuns de fotos estão em partilha. Em resposta aos materiais oficiais, os fãs já enviaram perto de 2000 fotos personalizadas, o que demonstra o seu grau de envolvimento.

Para além do Facebook, a AMC – responsável pelo programa – criou duas aplicações que têm feito sucesso online. “Mad Men Yourself”, transforma uma fotografia em imagem de personagem da série. “Which Mad Man Are You?”, é um questionário que identifica, quem aceita responder, com determinada personagem. A promoção no Facebook é um complemento a outras acções criadas no Twitter, iPhone e site oficial.

FlashForward estreou a 24 de Setembro nos EUA na ABC. Passou a ser televisionada no canal AXN já a 7 de Outubro em Portugal. A série que pretende continuar o legado sci-fi de Lost, foca-se num evento apocalíptico que decorrerá seis meses após a acção presente. Desmaios de 2 minutos e 17 segundos são sentidos por toda a população mundial, durante os quais são reveladas premonições do contexto dramático futuro.

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A ABC promove a série através da FlashForward Experience, uma aplicação possível graças ao Facebook Connect que está assente numa fan page e num site próprio. Esta “experiência” recolhe fotos dos amigos do utilizador e edita-as numa curto filme sobre o seu futuro. Assim, emvolve o espectador no contexto da série.

Hoje em dia, para promover uma marca já não basta ter um canal no Twitter, Facebook ou mesmo no Hi5 a “debitar” informação. É necessário implementar acções criativas e únicas que tornem o utilizador numa parte integrante do produto pelo qual nutre afectividade.

O número 300 marca os últimos desenvolvimentos noticiosos da Web.

A “actuação” de Kanye West nos prémios MTV originou quase 300 mil menções no Twitter, segundo análise do Mashable.

Num post do blog do Facebook, Marc Zucherberg afirmou que esta rede social já tem mais de 300 milhões de utilizadores e que finalmente é um negócio rentável.

Decorre até amanhã, 17 de Julho, o Guilhotina Nokia, um desafio em ambiente em redes sociais desenhado pela marca finlandesa.

A secundar a publicidade que o Nokia N97 tem feito em vários sites, nasceu um passatempo no Twitter, Facebook e Hi5, possivelmente as três redes sociais com mais aceitação em Portugal. Solicita aos intervenientes a troca de fotografia de perfil para a de um aparelho N97. Após a operação, é necessário enviar uma mensagem para Guilhotina Nokia.

Serão entregues smartphones Nokia N97 – que no mercado custam 699 euros – aos três perfis mais criativos e originais. Quem “difundir” o passatempo por mais amigos também será premiado.

Marcas conceituadas têm aproximado-se do público na internet com este tipo de desafios. São disso (bons) exemplos, os Aqui Há Selo (CTT), Ícones (Ford), Quentes & Boas (Páginas Amarelas).

Hoje, no blog do TwitterPortugal, Virginia Coutinho escreve um post sobre este tema que tem dado que “comentar”. Entre outras afirmações lógicas é extrapolado um exemplo de como não estar na social web, o @optimusmusica (mais informações ler aqui).

A história é feita dos bons exemplos, mas é com os maus que se aprende. A Optimus falhou ao não conhecer a falibilidade do Twitter (há mensagens que não ficam memorizadas). Neste, como noutros contextos da comunicação, exige-se criatividade, conhecimento e responsabilidade.

Numa fase em que Portugal está a aderir em força ao Facebook, e que os media se preocupam em informar o básico sobre o sistema, será interessante rever a reportagem que a CBS realizou ao fundador desta rede, Mark Zuckerberg, há um ano.

As “escaramuças” militares entre Israel e o movimento palestiniano Hamas, têm repercussão na Internet. Utilizadores de diferentes cantos do planeta escolhem um dos lados, ou nenhum, e muitos estão a ler e filtrar informação via Web 2.0. São conhecidas acções no YouTube, Twitter e Facebook.

Duas horas depois dos primeiros ataques aéreos contra o Hamas, o isrealita veterano de guerra Joel Leyden criou o grupo “I Support the Israel Defense Forces In Preventing Terror Attacks From Gaza” no Facebook. Actualmente tem mais de 44.000 membros.

O autor não está só neste no lado que defende. A The Jewish Internet  Defense Force, também está a organizar acções no Facebook. Como diz Joel Leyden, “O Facebook é a maior rede social que conhecemos. O seu alcance é mais poderoso do que outro qualquer meio de divulgação actual”.

O IDF, exército de Israel, abriu uma conta de YouTube onde está a partilhar algumas acções militares levadas a cabo. Actualmente tem 29 vídeos. cerca de 11.500 subscritores e mais de 778.000 visitas.

O consulado de Israel em Nova York criou uma conta de Twitter na passada Segunda-Feira com a qual tem procurado responder a dúvidas de  perfis “seguidores”.

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Em Portugal, desde as primeiras horas do dia que o perfil de twitter @ptgaza faz a cobertura do que se tem vindo a publicar em português, e não só, sobre o conflito. O Dossier Faixa de Gaza está a ser produzido por @PauloQuerido no site Diario2 e posteriormente distribuído na rede de microblogging. Já emitiu perto de 100 mensagens sendo seguido por 35 perfis.

via The Jewish Week, CNN e France 24

Os distúrbios que decorrem nas cidades gregas não são apenas físicos, consubstanciam-se online: no YouTube, Facebook e Twitter.

Como diz Alexis Papachelas, editor do Kathimerini ao Chicago Tribune, “as pessoas estão a comunicar através do YouTube e Facebook , e os políticos têm um problema sério em comunicar e falar para aqueles jovens. Não sabem como os alcançar.”

O vídeo de homenagem a Alexandros Grigoropoulos colocado no YouTube tem já 150 mil visitas e 2,389 comentários. No Facebook foram criados vários com o seu nome. Este, por exemplo, tem mais de 131 mil membros. No Twitter, em #griots mobilizam-se os revoltosos em tempo real e partilham-se imagens e vídeos.

A facilidade de partilha e actualização das tecnologias 2.0 marcam 2008. Mumbai, Santa Catarina, Egipto e agora Grécia são alguns dos casos em que o “social networking” se tornou visualmente activo e a primeira fonte de notícias.

Como teria sido a revolta dos suburbios franceses em 2005 com o microblogging, redes sociais e canais de vídeo?

Atualizações do Twitter