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[este artigo foi originalmente publicado no blog Personnal Democracy a 03.09.2009]

Portugal is living an Elections year. During 2009, European Parliament elections took place on the 7th of June. The Legislative elections will be held on September 27th and on October 11th the Portuguese people will choose their representatives of local governments.

Despite interest that “Politics 2.0” has been generating on media and online, there aren’t many significant developments in political technologies for and by the people. As in rest of the world, Barack Obama’s elections strategy was a closely watched case study that inspired great interest here. Indeed, there were reports saying that Blue State Digital was hired by PS (Socialist Party in government) to implement actions online, a fact that was soon revealed to be not really true. The national and Brazilian spin doctors are still in charge of political marketing strategies.

With a month or so to Legislative Elections 2009, parties have been doing some online actions, but for the most part prefer the old way to interact with public: gatherings, outdoors, travelling on the street to talk with citizens (and TV cameras). Their main actions online have been:

- Meetings with bloggers and Web influencers by major parties (PS and PSD, the opposition party);

- Although there are many politicians and parties with accounts on Twitter (check Twitica), taking a look at the most popular parties’ Internet sites, we have an impression that they don’t use social networks at all. The better practices are from minor new parties like MEP and MMS, and the legislative elections portal created by PSD (Politica de Verdade). This is perhaps not surprising, as upstart parties have more to gain from going online, while the major parties may fear the inevitable loss of control that comes with the territory.

- Most major online campaigning is being done by youth or “independent” citizens linked to the political parties in blogosphere, Twitter and other social networks. For example, Papa MyZena (linked to PSD) and SIMplex (linked to PS) both say that are not affiliated to parties but discuss right and left political views and some persons have relations with parties;

- Vídeo and audio sharing is part of the latest campaign innovations. PS has created MovTV, PSD and minor parties have a Youtube channel. In rare occasions there have been streaming video from events and even some interactions with online questioners;

- PS has a kind of social network called MyMov, where people can, for example, expose their ideas.

- Some political parties also have actions on site to recollect private funds for campaigning. Political parties are public finance in Portugal.

The press, TV and radio media have been covering Politics 2.0 topic with some debates and reports. A good media initiative is Eleições 2009, a blog from Público newspaper that brings together various bloggers with all kind of political perspectives and expressing different political views.

Besides Twitica, another site is an interesting tool for citizens. Through a questionnaire, Bússola Eleitoral predicts the political party that fits best with the person who answers a series of questions.

Bottom line: politics 2.0 in Portugal is an early stage. Technically, there are innovations but there are no trends or viral behaviours that have really been embraced by large numbers of citizens. After all, trust matters and online networks are only a tool that political parties have to guarantee with actions while on power positions.

[este artigo foi originalmente publicado no blog Twitter Portugal a 03.09.2009]

O Facebook e outras redes sociais são cada vez mais apontados como a causa de atritos em relações e a justificação de divórcios em tribunal. “Comentários insultuosos, fotografias comprometedoras, estado de solteiro, quando na verdade está casado” são factos utilizados para provar a incompatibilidade de um casal, segundo afirmou o advogado Guy Herniaux ao periódico La Libre Belgique. A Time exemplifica um dos casos no artigo Facebook and Divorce: Airing the Dirty Laundry.

Além de divórcios, nos últimos meses também se tornaram público vários “acidentes” de despedimento por conduta imprópria. Partilhar com o “social” os mais tenros pensamentos pode ser desagradável, especialmente se o empregador consegue aceder aos seus comentários.

Por falar de incompatibilidades, há mais uma tempestade no “Oasis”. A relação entre os Liam e Noel Gallagher, respectivos vocalista e guitarrista da banda inglesa Oasis, nunca foi famosa e terá culminado com a saída deste a 28 de Agosto.

Ultimamente as conversas entre os irmãos restringiam-se ao necessário: em palco e por via indirecta no Twitter. Foi nesta rede social que Liam Gallagher disparou farpas em direcção a Noel, um dos motivos que extremaram a relação profissional e pessoal.

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Ontem, o PSD organizou o seminário “Politica 2.0: a comunicação política na Internet e redes sociais”. Foi transmitido online e mereceu reportagens, pelo menos, da SIC e RTP.

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[este artigo foi escrito para o blog do TwitterPortugal e publicado a 14.05.2009]

Segundo a edição de ontem do jornal i, José Sócrates vai colaborar com equipa de Barack Obama nas próximas eleições legislativas. A Blue State Digital (BSD), é a empresa responsável pelas estratégias de social networking que levaram o candidato do partido democrata à presidência dos EUA.

A ligação ao PS só será oficializada em Junho. A BSD está bem cotada no universo da comunicação política mas a sua estratégia vencedora está pouco analisada:

1. Organizing without an organization: the Obama Networking Revolution (IRPP)

2. Case Study: My.barackobama.com (BSD)

3. Obama’s Secret Digital Weapon (Business Week)

4. The Secrets of Obama’s Sucess (ABC Australia)

5. The Geeks Behind Obama’s Web Strategy (Boston Globe)

6. Is this man the future of politics? (The Guardian)

A BSD poderá ter sido a primeira consultora a perceber como tirar partido da Web 2.0, organizando campanhas integradas onde a estratificação do marketing em “below the line”, “above the line” ou simples “online” perde sentido. Como diz Martim Avillez Figueiredo, director do i, para fazer política 2.0 “não basta colocar perfis no Facebook ou no Twitter“.

É um dado concreto que os partidos portugueses estão registados em várias redes sociais. Responsáveis políticos e de comunicação contactados pelo jornal têm dúvidas quanto à eficácia de estratégias de comunicação digital aplicadas ao nosso contexto social. Sofia Grilo, gestora de sites institucionais do PCP disse: “continuamos convictos de que o contacto pessoal e directo continua a ser a melhor arma”. Salvador da Cunha, presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas (APECOM) assinala que “o nosso eleitorado ainda está um pouco distante destas tecnologias. Ainda não chegámos à altura de substituir os tempos de antena na televisão pelos discursos no YouTube“.

José Sócrates e o PS podem beneficiar do social networking. A BSD terá de conhecer o contexto nacional sabendo que:

1. Não existe uma prática na captação de fundos a cidadãos particulares como na politica americana;

2. José Sócrates não tem um BlackBerry, nem fez trabalho voluntário de bairro após a faculdade;

3. O envolvimento e patriotismo dos cidadãos americanos não é comparável com os portugueses;

4. Barack Obama apresentou “esperança”, o candidato do PS defende um mandato legislativo;

As ferramentas de comunicação não fazem milagres. O contexto, a mensagem, o líder, o público são as variáveis que os partidos vão utilizar no jogo. As plataformas de social networking funcionam, é necessário saber é como as utilizar. Hillary Clinton e John McCain posicionaram a sua comunicação nos media tradicionais. Barack Obama partiu em desvantagem, utilizou um discurso de esperança, o seu carisma e uma campanha de envolvimento dos cidadãos assente na tecnologia. Ganhou.

No arranque das primárias democratas, uma pequena percentagem dava como certa a vitória de um afro-americano às presidenciais dos EUA. Conseguiu utilizando a melhor estratégia para o eleitorado que queria conquistar. John Kennedy venceu as eleições a Richard Nixon com a televisão, Barack Obama com a Internet.

Thomas Genseme, BSD, diz ao The Guardian que envolver “não se trata de um desafio tecnológico; é um desafio de organização, ser capaz de comunicar com as pessoas“. É este o sentido que as estratégias de marketing digital dos partidos políticos portugueses têm de seguir.

As primeiras semanas deste ano são de turbilhão na esfera Twitter portuguesa. A um conjunto de seguidores de perfil mais “geek”, estão a juntar-se internautas com um diverso tipo de conhecimentos e interesses.

Por exemplo, há poucos dias assinalava a entrada de deputados à nossa Assembleia da República. Hoje, há que referir que dois líderes de bancada estão a dar os primeiros passos no Twitter: Pedro Mota Soares (CDS-PP) e Bernardino Soares (PCP).

Leonel Vicente (Memória Virtual) fazia há dias em Blogues (e deputados e jornalistas) afluem ao Twitter, uma excelente explanação e enumeração de bloggers, políticos e jornalistas que se juntaram recentemente ao mundo do micro-blogging. Estou em crer que, se hoje realizasse um novo apontamento, teria de acrescentar o dobro de nomes dado à torrente de novos utilizadores.

Nos últimos dias, dois eventos espoletaram a entrada de mais jornalistas, políticos e anónimos ao Twitter: o incidente do Airbus da US Airways em Nova Iorque e o congresso do CDS. A cobertura do tema pelos media tem sido relevante:

À noite, as notícias (RTPN)

Twitter. 140 caracteres de circulação mundial (Diário de Notícias)

Congresso: CDS «high tech» (IOL)

Fora do contexto, ou não, na última edição do periódico Meios & Publicidade, reflectia-se sobre a existência uma RP 2.0.

Não poderia deixar de assinalar a entrada em cena de Nuno Markl, um “achor” que, na minha opinião, está a contribuir em muito para a chegada de mais pessoas ao Twitter. Desde o seu re-interesse por esta plataforma de social networking, que data de 13 de Janeiro, já “conquistou a devoção” de quase 700 seguidores. Claro está, a opinião que partilha no blog e nos microfones da Antena 3 ajudou para a divulgação do Twitter.

Está muita coisa a acontecer neste momento no Twitter em Portugal, mas prognósticos só no fim do jogo.

O Twitter é um campo onde cabem todos os tipos de profissionais e anónimos.

Hoje um dica de @jornalportimao revelou que há pelo menos três deputados da Assembleia da República na twittersfera:

@hugo_nunes (PS)

@jorgeseguro (PS)

@cabralfernando (PS)

Entre os 165 mil followers de @BarackObama e os primeiros passos dos deputados nacionais está uma longa diferença. A diferença que quase de certeza se vai amenizar neste ano de todas as eleições em Portugal.

É certo, a Web 2.0 vai fazer-se sentir no trabalho dos partidos durante 2008.

hugonunes

As “escaramuças” militares entre Israel e o movimento palestiniano Hamas, têm repercussão na Internet. Utilizadores de diferentes cantos do planeta escolhem um dos lados, ou nenhum, e muitos estão a ler e filtrar informação via Web 2.0. São conhecidas acções no YouTube, Twitter e Facebook.

Duas horas depois dos primeiros ataques aéreos contra o Hamas, o isrealita veterano de guerra Joel Leyden criou o grupo “I Support the Israel Defense Forces In Preventing Terror Attacks From Gaza” no Facebook. Actualmente tem mais de 44.000 membros.

O autor não está só neste no lado que defende. A The Jewish Internet  Defense Force, também está a organizar acções no Facebook. Como diz Joel Leyden, “O Facebook é a maior rede social que conhecemos. O seu alcance é mais poderoso do que outro qualquer meio de divulgação actual”.

O IDF, exército de Israel, abriu uma conta de YouTube onde está a partilhar algumas acções militares levadas a cabo. Actualmente tem 29 vídeos. cerca de 11.500 subscritores e mais de 778.000 visitas.

O consulado de Israel em Nova York criou uma conta de Twitter na passada Segunda-Feira com a qual tem procurado responder a dúvidas de  perfis “seguidores”.

ptgaza

Em Portugal, desde as primeiras horas do dia que o perfil de twitter @ptgaza faz a cobertura do que se tem vindo a publicar em português, e não só, sobre o conflito. O Dossier Faixa de Gaza está a ser produzido por @PauloQuerido no site Diario2 e posteriormente distribuído na rede de microblogging. Já emitiu perto de 100 mensagens sendo seguido por 35 perfis.

via The Jewish Week, CNN e France 24

Horas após da vitória de Barack Obama, o 60 Minutes, o tal programa de informação que tem muita audiência nos EUA, entrevistou quatro elementos da equipa que levou o candidato a vencer a “corrida” à presidência do país.

Muita análise há para fazer e escrever sobre as estratégias de comunicação, sobretudo na web, da campanha de Barack Obama. Enquanto não vêm a lume, deliciemo-nos com mais uma boa peça do 60 Minutes.

Atualizações do Twitter