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Artigo publicado no Diário2 a 2.11.2009

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Chega hoje às lojas “Between Waves”, o quarto álbum de David Fonseca. A fase de promoção que a precedeu, não descurou o poder de influência do digital e redes sociais.
David Fonseca não é neófito nas lides da internet. Antes da sua presença assídua no Twitter, Facebook, MySpace, Hi5 e Youtube, as suas acções como vídeo blogger chamaram à atenção.

Actualmente, um músico tem de ser multifacetado e a partilha de um pouco da sua vida em canais de texto, imagem e vídeo é uma aposta ganha. Basta ver os milhares de seguidores que David Fonseca tem em comunidades digitais: Facebook (5 mil), Twitter (10 mil) e MySpace (34 mil).

A promoção de “Between Waves” iniciou-se a 27 de Julho, com o lançamento de “A Cry 4 Love” no site do autor. Mais recentemente, foram disponibilizados quatro originais na sua conta MySpace. Com a menor influência do formato single e da rádio, David Fonseca sabe aliar novas e velhas correntes de divulgação.
davidfonseca3 Recentemente lançou o “Amazing Cats Club”, um misto de clube de fãs e rede social que proporciona conteúdos exclusivos, como temas, concertos, merchandise aos inscritos. Segundo afirmou, baseia-se na experiência que tem como frequentador de semelhante “grupo de amigos” dos americanos R.E.M.

Fora do reduto interno “Amazing Cats Club”, David Fonseca continua a relatar a sua vida artística em tempo real. Um dos momentos mais relevantes da promoção a “Between Waves” decorreu na segunda-feira, 26 de Outubro. Durante a tarde desse dia, proporcionou uma série de mini-concertos na zona de Lisboa. Príncipe Real, túnel de Belém, Rocha Conde de Óbidos e Terreiro do Paço receberam actuações do autor que, nas deslocações, lançava passatempos originais aos seguidores de Twitter e Facebook que estavam nas imediações. A acção, acompanhada pela Antena 3, promovia também “Streets of Lisbon”, DVD que faz parte de uma das versões comerciais do CD.
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David Fonseca
David Fonseca será dos músicos profissionais portugueses mais conscientes das vantagens de uma comunicação em multi-plataforma. As redes digitais dão-no a conhecer e fazem com que se falem na sua música e carreira. Mais que tudo, sabe aliar a criatividade ao meio, porque ferramentas como redes sociais são só o veículo. O valor nasce da forma como se comunica.

Artigo publicado no Diário2 a 20.10.2009

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Se o cão é o melhor amigo do homem, o Twitterfeed é o melhor amigo do blogger que tem conta na rede do passarinho azul. Esta aplicação permite que, de forma automática, sejam publicados posts de um blog no Twitter usando o RSS.

Associados ao Twitterfeed estão já mais de 350 mil utilizadores que publicam 600 mil feeds e geram mais de 5.5 milhões de cliques.

Para responder ao aumento de utilização, a equipa do Twitterfeed criou uma nova arquitectura que comunica com o Pubsubhubbub, protocolo da Google. Esta “colaboração”, permite que posts publicados em plataformas Blogger ou Typepad sejam emitidos no Twitter em tempo real. Em breve, esta vantagem chegará a utilizadores de WordPress.

Outras novidades do Twitterfeed:

- passa publicar automaticamente no Facebook;
- permite a visualização de estatísticas dos posts partilhados;
- colabora com o Google Analytics.

Artigo publicado no TwitterPortugal a 13.10.2009

Pese embora o calor tórrido, estamos perto do Natal. Quem fala na época festiva do menino Jesus, fala da renovação de votos do consumo pelas cadeias de hiper e supermercados.

Em Outubro, Lidl, Jumbo, Modelo, Mini Preço e Pingo Doce investiram em campanhas de publicidade cativando a atenção de consumidores. A distinção entre marcas faz-se com marketing que visa potencializar o “branding”, a afectividade dos colaboradores, alguns produtos e preços.

Este ano a publicidade é um factor de diferenciação, pela negativa. Blogues e redes sociais são o palco da acção e a marca é o Pingo Doce.

O anúncio realizado pela Duda Portugal, passa nas televisões portuguesas desde quarta-feira, 7 de Outubro. No dia de hoje, a consideração do nome “Pingo Doce” em blogues não remete para o preço ou qualidade dos serviços, mas para incoerências na película e imagem de marca. Hora a hora, são adicionadas novas opiniões em blogues (ver em Sapo e Google). Mais, a notícia passa agora a para imprensa da especialidade.

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Tudo começou quando Ângelo Marques, insatisfeito com a mudança de posicionamento da marca e com a publicidade de TV, criou no Facebook o grupo Gente que não grama o anúncio do Pingo Doce do Duda. Como afirmou ao Meios e Publicidade, “pouco mais fiz do que partilhar a minha opinião e este grupo com os meus contactos do Facebook e ir adicionando algumas opiniões que fui encontrando pela internet. Aparentemente os meus contactos tiveram a mesma iniciativa”.

O grupo reúne já dois mil participantes, e paralelamente foram nascendo outras iniciativas: uma tshirt, o questionário Que cliché do Pingo Doce és tu?, uma carta aberta, etc. O burburinho também se faz ver no Twitter, extensão de comentários dos blogues.

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Do lado da marca do Grupo Jerónimo Martins não há reacções. O tempo de resposta é fundamental numa crise. Veja-se o caso da Domino’s Pizza nos EUA. Em Portugal, por exemplo, as ondas levantadas por Nuno Markl quando à Media Markt obtiveram resposta rápida e contribuíram a descontinuação de um anúncio. Assim se amenizou um caso que poderia tomar outras dimensões.

Cada vez mais, a opinião pública faz-se na rede digital e as marcas têm de criar sistemas de auscultação permanente do que se diz sobre a sua bandeira. Sem fim à vista, o anúncio do Pingo Doce, será um caso de estudo no futuro. No site institucional, do Grupo Jerónimo Martins não tem nada a relatar sobre o acontecimento, e no espaço dos supermercados o último comunicado de imprensa remete para uma polémica em Julho com a Greenpeace.

Pode o gabinete de comunicação do Grupo Jerónimo Martins, ignorar por muito mais tempo as críticas negativas que se fazem à marca? O anúncio Pingo Doce tem condições para continuar a ser emitido?

[este artigo foi originalmente publicado no blog Twitter Portugal a 21.09.2009]

“O que é que está a fazer?” A questão que o Twitter coloca tem tantas respostas quanto os utilizadores. Uma poderá ser “quero descobrir potenciais clientes para a minha empresa”. Sugerimos 5 ferramentas para este fim. Apresentamos-lhe: Tweetdeck, Twellow, TweetGrid, Twibs e Twitt(url)y. Read the rest of this entry »

O número 300 marca os últimos desenvolvimentos noticiosos da Web.

A “actuação” de Kanye West nos prémios MTV originou quase 300 mil menções no Twitter, segundo análise do Mashable.

Num post do blog do Facebook, Marc Zucherberg afirmou que esta rede social já tem mais de 300 milhões de utilizadores e que finalmente é um negócio rentável.

[este artigo foi originalmente publicado no blog Twitter Portugal a 03.09.2009]

O Facebook e outras redes sociais são cada vez mais apontados como a causa de atritos em relações e a justificação de divórcios em tribunal. “Comentários insultuosos, fotografias comprometedoras, estado de solteiro, quando na verdade está casado” são factos utilizados para provar a incompatibilidade de um casal, segundo afirmou o advogado Guy Herniaux ao periódico La Libre Belgique. A Time exemplifica um dos casos no artigo Facebook and Divorce: Airing the Dirty Laundry.

Além de divórcios, nos últimos meses também se tornaram público vários “acidentes” de despedimento por conduta imprópria. Partilhar com o “social” os mais tenros pensamentos pode ser desagradável, especialmente se o empregador consegue aceder aos seus comentários.

Por falar de incompatibilidades, há mais uma tempestade no “Oasis”. A relação entre os Liam e Noel Gallagher, respectivos vocalista e guitarrista da banda inglesa Oasis, nunca foi famosa e terá culminado com a saída deste a 28 de Agosto.

Ultimamente as conversas entre os irmãos restringiam-se ao necessário: em palco e por via indirecta no Twitter. Foi nesta rede social que Liam Gallagher disparou farpas em direcção a Noel, um dos motivos que extremaram a relação profissional e pessoal.

[este artigo foi originalmente publicado no blog Twitter Portugal a 24.08.2009]

Afirmava Pedro Mamede num texto anterior que “plataformas como o Facebook, Hi5, Flickr, e mais recentemente o Twitter, servem agora para comprar ou vender produtos, trocar contactos e experiências de trabalho, apresentar estratégias e oportunidades de negócio ou até mesmo promover o turismo”. De facto, este é um dos sectores mais criativos no marketing Web interactivo. Vejamos três exemplos contemporâneos: “descontos para os seguidores nas redes sociais”, “crie um vídeo, viaje num cruzeiro” e “Baptize um dos nossos aviões“.

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A onda pode ainda não ter chegado a Portugal, mas nos “States” ter uma secção com livros sobre a “Social Media” é já uma realidade.

As compêndios de Marketing, Gestão e Media ganharam mercado na última década. É agora a vez das redes sociais e o mercado digital, se impor como negócio e objecto de estudo.

Há medida que estas edições sejam traduzidas para português, e que outras de autores nacionais sejam publicadas, é natural que livrarias encontrem um espaço para livros sobre a temática.

Recentemente, Steve Rubel tirou a seguinte fotografia numa loja da Barnes & Noble.

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[este artigo foi originalmente publicado no blog Twitter Portugal a 30.07.2009]


josesaramago

Entrevistado pelo O Globo no passado domingo, o nobel da literatura José Saramago opinou sobre o Twitter como realidade da comunicação actual. Afirmou:

Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.

Parafraseando Ricardo Araújo Pereira num brilhante sketch, “concordo com a primeira parte, discordo da segunda parte. Tenho dúvidas em relação a três vírgulas e sou contra o ponto de final”.

Falando mais a sério, não é expectável que José Saramago, que teve uma relação de décadas com a máquina de escrever enquanto jornalista e romancista, se converta a meios de comunicação em rede. O seu desenvolvimento enquanto ser social, não é o mesmo da geração “móvel” que cresceu com generalização do computador e telemóvel. A informação disponibilizada em rádio, TV, extensos jornais e livros não acompanha a necessidade do consumidor actual, mas é o cenário satisfatório para quem viveu boa parte da vida nesse contexto.

Nos “tempos modernos”, não é só modelo de leitor que se altera, é o próprio agente da notícia. Por exemplo, na terça-feira Lance Armstrong utilizou o Twitter para responder a “provocações” de Alberto Contador, ambos da equipa de ciclismo Astana. A notícia nasce cada vez mais na Internet e em linhas sucintas.

O tráfego de dados aumentou dez vezes nos últimos dois anos. Frente ao computador, os jovens passam tanto ou mais tempo, como a anterior geração frente à TV, e as ascendentes em redor da rádio e a esfolhear um livro. Alguns “velhos lobos” da informação percebem isto e, mesmo não acreditando 100% no meio, não deixam de marcar presença. Veja-se Larry King, que todos os dias tem algo a dizer (de trabalho) aos mais de 850 mil seguidores. Outros senhores espectáculo, como David Letterman, não entendem – ou fazem que não querem entender - o poder de influência que a informação concisa pode ter.

Na elegia a Walter Cronkite que escreveu no passado sábado no Público, Eduardo Cintra Torres referiu que o jornalista americano trabalhava o texto das notícias de forma a terem não 15, mas 10 segundos. O objectivo era poder incluir mais informação no formato telejornal a que dava voz. Como vemos, o tema “concisão” não é novo e foi preocupação de um dos mais elogiados profissionais da informação.

Se caminhamos para o grunhido não sei, mas parece-me claro que a concisão, o dizer mais com menos caracteres são exigências do nosso tempo. Hoje temos mais informação disponível e cabe a um torná-la conhecimento.

(Crédito da foto de Saramago: Wikimedia Commons)

Diário Digital: O senhor acompanha o fenômeno do Twitter? Acredita que a concisão de se expressar em 140 caracteres tem algum valor? Já pensou em abrir uma conta no site?

José Saramago: Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.

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