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Artigo publicado no TwitterPortugal a 20.10.2009
Há vídeos que pela sua simplicidade se tornam virais e originam edições e recriações. Os chamados “vídeo meme” são populares nos EUA e foram analisados pelo Etnógrafo Digital, Mike Wesch e na apresentação “An anthropological introduction of YouTube” (ver minuto 2:00 e 13:25). Uma parte das películas mais conhecidas pode ser consultada no site You Shoud Have Seen This, bem como as suas reacções.
Em Portugal, o fenómeno da resposta a vídeos virais é pouco comum. Mas registam-se excepções à regra. “Eu na praia”, um relato de meio minuto ao sol de Matosinhos tem seis réplicas, uma delas do Gato Fedorento.
O original
[este artigo foi originalmente publicado no blog Twitter Portugal a 03.09.2009]
O Facebook e outras redes sociais são cada vez mais apontados como a causa de atritos em relações e a justificação de divórcios em tribunal. “Comentários insultuosos, fotografias comprometedoras, estado de solteiro, quando na verdade está casado” são factos utilizados para provar a incompatibilidade de um casal, segundo afirmou o advogado Guy Herniaux ao periódico La Libre Belgique. A Time exemplifica um dos casos no artigo Facebook and Divorce: Airing the Dirty Laundry.
Além de divórcios, nos últimos meses também se tornaram público vários “acidentes” de despedimento por conduta imprópria. Partilhar com o “social” os mais tenros pensamentos pode ser desagradável, especialmente se o empregador consegue aceder aos seus comentários.

Por falar de incompatibilidades, há mais uma tempestade no “Oasis”. A relação entre os Liam e Noel Gallagher, respectivos vocalista e guitarrista da banda inglesa Oasis, nunca foi famosa e terá culminado com a saída deste a 28 de Agosto.
Ultimamente as conversas entre os irmãos restringiam-se ao necessário: em palco e por via indirecta no Twitter. Foi nesta rede social que Liam Gallagher disparou farpas em direcção a Noel, um dos motivos que extremaram a relação profissional e pessoal.
[este artigo foi originalmente publicado no blog Twitter Portugal a 01.09.2009]
A 23 de Abril de 2005 era colocado no Youtube o primeiro vídeo. Jawed Karim, um dos três fundadores desta plataforma online, protagoniza 20 segundos de película gravada no jardim zoológico de San Diego.
“Me at the Zoo” faz parte de 22 vídeos que Jawed Karim tem no canal que não actualiza há dois anos. Com mais de quatro anos percorridos, o pequeno discurso sobre trombas de elefantes soma perto de 1 milhão de visitas, nada que faça sombra aos vídeos mais vistos do Youtube. Só “Thriller” de Michael Jackson tem já 64 milhões, um terço deles garantidos nos dias seguintes à sua morte.
[este artigo foi escrito para o blog do TwitterPortugal e publicado a 14.05.2009]
Segundo a edição de ontem do jornal i, José Sócrates vai colaborar com equipa de Barack Obama nas próximas eleições legislativas. A Blue State Digital (BSD), é a empresa responsável pelas estratégias de social networking que levaram o candidato do partido democrata à presidência dos EUA.
A ligação ao PS só será oficializada em Junho. A BSD está bem cotada no universo da comunicação política mas a sua estratégia vencedora está pouco analisada:
1. Organizing without an organization: the Obama Networking Revolution (IRPP)
2. Case Study: My.barackobama.com (BSD)
3. Obama’s Secret Digital Weapon (Business Week)
4. The Secrets of Obama’s Sucess (ABC Australia)
5. The Geeks Behind Obama’s Web Strategy (Boston Globe)
6. Is this man the future of politics? (The Guardian)
A BSD poderá ter sido a primeira consultora a perceber como tirar partido da Web 2.0, organizando campanhas integradas onde a estratificação do marketing em “below the line”, “above the line” ou simples “online” perde sentido. Como diz Martim Avillez Figueiredo, director do i, para fazer política 2.0 “não basta colocar perfis no Facebook ou no Twitter“.
É um dado concreto que os partidos portugueses estão registados em várias redes sociais. Responsáveis políticos e de comunicação contactados pelo jornal têm dúvidas quanto à eficácia de estratégias de comunicação digital aplicadas ao nosso contexto social. Sofia Grilo, gestora de sites institucionais do PCP disse: “continuamos convictos de que o contacto pessoal e directo continua a ser a melhor arma”. Salvador da Cunha, presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas (APECOM) assinala que “o nosso eleitorado ainda está um pouco distante destas tecnologias. Ainda não chegámos à altura de substituir os tempos de antena na televisão pelos discursos no YouTube“.
José Sócrates e o PS podem beneficiar do social networking. A BSD terá de conhecer o contexto nacional sabendo que:
1. Não existe uma prática na captação de fundos a cidadãos particulares como na politica americana;
2. José Sócrates não tem um BlackBerry, nem fez trabalho voluntário de bairro após a faculdade;
3. O envolvimento e patriotismo dos cidadãos americanos não é comparável com os portugueses;
4. Barack Obama apresentou “esperança”, o candidato do PS defende um mandato legislativo;
As ferramentas de comunicação não fazem milagres. O contexto, a mensagem, o líder, o público são as variáveis que os partidos vão utilizar no jogo. As plataformas de social networking funcionam, é necessário saber é como as utilizar. Hillary Clinton e John McCain posicionaram a sua comunicação nos media tradicionais. Barack Obama partiu em desvantagem, utilizou um discurso de esperança, o seu carisma e uma campanha de envolvimento dos cidadãos assente na tecnologia. Ganhou.
No arranque das primárias democratas, uma pequena percentagem dava como certa a vitória de um afro-americano às presidenciais dos EUA. Conseguiu utilizando a melhor estratégia para o eleitorado que queria conquistar. John Kennedy venceu as eleições a Richard Nixon com a televisão, Barack Obama com a Internet.
Thomas Genseme, BSD, diz ao The Guardian que envolver “não se trata de um desafio tecnológico; é um desafio de organização, ser capaz de comunicar com as pessoas“. É este o sentido que as estratégias de marketing digital dos partidos políticos portugueses têm de seguir.
Há quanto tempo não é conhecida uma choruda compra de uma plataforma Web 2.0? A crise económica está a condicionar, e a equacionar, o negócio online. Por outro lado, grandes investimentos efectuados há uma década estão a ser analisados.

A Yahoo vai fechar a GeoCities, plataforma de criação de sites comprada por 3 mil milhões de dólares há 10 anos. A medida é justificada na optimização de custos que a empresa está a realizar.
O sucesso do Joost, canal de TV online criado pelos empreendedores do Kazaa e Skype, não foi o que se esperava. Perante os concorrentes do YouTube e Hulu (NBC e News Corp), falou-se nas últimas semanas que pode criar uma parceria com a Time Warner Cable de forma a viabilizar-se como projecto.
O próprio YouTube vive tempos conturbados. Uma análise financeira da Credit Suisse afirma que o portal mais popular de vídeos pode vir a registar um deficit de 470 milhões de dólares até ao fim do ano. A insuficiente rede de publicidade e custos de infra-estrutura de banda larga motivam apenas um sucesso virtual.
O Skype não se consegue implantar como modelo de negócio na eBay, empresa que o adquiriu por 2,6 mil milhões de dólares há quatro anos. O portal de leilões anunciou em Abril que vai promover um IPO (initial public ofering) á plataforma Skype em 2010. O chamado “spin off” permitirá o desenvolvimento separado de identidades e negócios de ambas as soluções Web. Foi noticiado que os anteriores responsáveis pelo Skype estariam interessados o comprar.
Há quem vaticine, há alguns meses, um cenário igual ao de 1999: a implosão da bolha da Internet em Wall Street. A Web 2.0 sobreviverá à crise financeira que atravessamos?
[este artigo foi publicado primeiramente no blog do Twitterportugal (27.04.2009) e como "guest post" no Certamente! (28.04.2009) de @PauloQuerido]
A 14 de Abril as acções (ir)reflectidas de dois funcionários da Domino’s Pizza puseram em cheque a reputação da empresa que conta com 125 mil colaboradores em 60 países. Michael Setzer e Kristy Hammonds gravaram e publicaram um vídeo onde faziam “habilidades” com a comida que cairia, minutos depois, no “prato” de um consumidor. Como a repugnância também pode ser viral, o vídeo de Kristy Hammonds foi um êxito no Twitter, em blogues e redes sociais. Este efeito dominó gerou uma crise séria, das que ficam nos anais da história e nos servidores.
Vídeo aqui (não permite embed): http://www.methodshop.com/2009/04/disgusting-dominos.shtml
Porque é que uma crise pode ser mais perigosa online do que em meios tradicionais de comunicação?
1. A construção da reputação de uma marca é um grande investimento de tempo e dinheiro, mas pode ser abalada em segundos;
2. A informação digital fica gravada nos servidores ad aeternum, a imagem manchada de uma empresa também;
3. As opiniões online causam impacto positivo e negativo. Não devem ser refutadas ou ignoradas. É necessário actuar e colaborar no esclarecimento, no mesmo contexto e com as mesmas ferramentas.
4. A internet vigora em regime 24 horas a 7 dias por semana. Há que ser rápido a reagir num domínio rápido por natureza.
5. A monitorização online de uma marca tem de ser constante.
A Domino’s Pizza reagiu a 15 de Abril com um perfil Twitter (@dpzinfo), uma declamação no YouTube, uma mensagem no site corporativo e um pedido a empregados que tivessem contas no Twitter para “disseminarem a mensagem”. Urgia esclarecer, apontar arrependimento, decisões e apreço pelo consumidor. Patrick Doyle, Presidente da Domino’s USA, por entre uma linguagem corporal sôfrega e semblante carregado, tocou nos pontos-chave:
1. Obrigado à comunidade online por nos alertar para este incidente;
2. Foi um caso isolado;
3. Despedimos e processámos os empregados em causa. Desinfectamos as instalações;
4. Vamos rever as políticas sanitárias;
5. Os actos de dois colaboradores não podem pôr em causa a consideração que temos pelos consumidores;
A Domino’s Pizza actuou com as mesmas ferramentas com que estava a ser atacada. Utilizou a melhor mensagem possível.
O “efeito Domino” não foi uma crise 2.0 isolada, mas a mais mediática das últimas semanas. Em Portugal, o YouTube também já pôs em cheque marcas e instituições como por exemplo o Renova Musical e o vídeo da aluna da Escola Secundária Carolina Michaelis. No entanto, estes são factos de uma Web Social portuguesa que ainda não despertara para o Twitter e Facebook.
Desde os ataques terroristas de Bombaim (Índia) que a prontidão e eficácia das redes sociais tem sido apontada pela comunicação social.
Os casos mais recentes são o terramoto de L’Aquila (Itália) e os motins ocorridos na Moldávia. Duas peças televisivas demonstram o poder da interligação que a Web 2.0 proporciona.
Por falar na importância dos suportes multimédia na divulgação noticiosa, recordemos a inovação da CNN em holograma.



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